Madrugada de natal,chuva intensa e aqui estou eu a digitar. Sei que disse anteriormente que não postaria mais, mas isso é realmente impossível. Tanto porque, eu ainda tenho esperanças que esse blog possa me levar á fazer parte da galera CAPRICHO, e então, ter uma coluna na tão sonhada revista. Ah, e também porque eu AMO escrever.
Conversei com a Fee e cheguei a uma conclusão: Tudo não passa de um simples status. Todos querem ter 500 amigos no orkut, receber 60 comentários em uma foto e ser 100% confiável, sexy e legal. Mas não é isso realmente que importa. O pessoal que tem orkut – com todo respeito – faz parte das camadas ‘populares’ da sociedade. E quem é fã de um Zé Ninguém Pobretão? Mesmo assim, a internet maldita insiste nessa coisa de STATUS. Pura fachada, modismo, hipocrisia. E o pior: Eu estava dando muito credito á essa coisa toda. Ficava doida quando meus pensamentos me levavam ao POST PERFEITO e só recebia 2 comentários. Eu prefiro acreditar que existe sim um povinho que lê esse blog, apenas não comentam. E se não existe esse tal de povo, talvez seja porque nem eu nem a Fee escrevemos tão bem. Ou o povo que é analfabeto, mesmo.
Esse post vai ser grande, por isso se preparem, meus amores (amores? Quem engano? Ninguém vai ler essa birosca!).Não obrigo ninguém a comentar, já que automaticamente ninguém vai ler essa bíblia que eu estou escrevendo.
Enfim, deitada na minha cama, na alta madruga, ouvindo música, começaram a vir diversos pensamentos á mim. Não agüentei e comecei a digitar.
Em primeiro lugar, deixe-me esclarecer um fato: Nem eu nem minha família comemoramos o natal. Aliás, nem com minha família toda estou, apenas com minha mãe. Não ceamos nem cantamos musiquinhas. Espero que respeite esse meu lado não muito religioso, querido leitor.
Em segundo lugar, deitada e filosofando eu me dei conta do quanto esse ano passou rápido. Foram momentos maravilhosos, intensos. Desde novas amizades á cólicas menstruais. Eu poderia viver tudinho de novo, pagar os mesmos micos, ir aos mesmos lugares, beijar quem beijei. Não me arrependo de ter me calado, apenas por ter falado. E eu realmente vou sentir muita falta do Colégio Adventista.
Com a minha mudança de escola – pode parecer besteira – começa uma nova fase na minha vida. Eu sei que não estarei sozinha, mas largar pra trás todos aqueles amigos maravilhosos, aqueles lanches vegetarianos – eu parei de comer carne de porco por causa da cantina da escola – e os professores pra entrar em outro colégio como uma completa desconhecida... me assusta. Ninguém tem idéia do quanto eu me sinto ridícula tendo medo dessas mudanças. Fazer o que? Sou mais que carne e osso. Sou feita de sentimentalismo puro. Aviso: Não sou emo.
Primeiro colegial foi embora. Logo logo estaremos na faculdade, dá pra acreditar?! Tudo tão rápido... sabe, eu não comemoro o natal, mas desejo do fundo do meu coração tudo aquilo que as pessoas desejam umas á outras nessa data. Eu espero mais que tudo poder olhar pra trás e ver minha amiga Camila C. como médica, a Erica como uma comediante talvez, o João Victor como uma aviador de sucesso, a Fee como uma grande estilista morando em Paris... eu com jornalista... –não é a profissão perfeita, mas é MEU SONHO. Isso é o que importa.
Acho que é isso. Expressei-me bem. Fiz quase um livro. (¬¬) Mas funcionou, estou me sentindo aliviada. Vou tentar dormir, planejar um bom 2009 cheio de paz e amor. E quem sabe, uma coluna na CAPRICHO. Eu sei que sou capaz. E no fim... Eu posso até descolar um namorado, né?
Fee, vamos continuar com essa bodega. Perdoe-me por fazer um post pessoal. Não faço mais, ok?
Tanto faz... afinal, quem é que leu tudo isso?
Agosto
Há 7 anos




